Amor

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É no coração que o amor é fabricado e depois vendido a preços altíssimos para que apenas alguns tenham o prazer de te-lo. Quando fabricado na mente o amor é inteligente, vai e volta tão facilmente que não chega a beijar a alma. Não se acalma e nem se sara. Não há dor num amor disfarçado a não ser para o outro que se derrama em falsas promessas até que acaba líquido no fundo do mar. A dor está nos corações vazios que já sentiram o amor alguma vez e hoje já não o sentem mais.
Está na constelação de lembranças que brilham e se mantém inalcançáveis no alto do céu. O amor virou a dor daqueles que o perderam para a vida e virou a vida daqueles que o têm. É a luz e as trevas e aponta pra tantas direções que pode te levar a qualquer lugar.  Uma vez ou outra ele é visto por aí, dá pra reconhecer de longe. Pequeno, grande, forte ou fraco. O amor se mantém num vaivém; indo e vindo e se abrigando sempre que pode. Quando é comprado dura enquanto for sincero e depois disso se mantém até se dissolver. Mas o amor as vezes é bicho preguiçoso, demora pra ir embora. No entanto, quando quer, solta suas garras e vira bicho brabo, feroz. Esse amor consome, enlouquece, parece que não vai ter fim, mas tem. Deixa saudades quando vai embora, mas aí a gente se depara com o melhor dos amores: o confortável. Aquele amor que não machuca nem some, que não se deixa faltar e nem consome. Amor de verdade que se mantém constante por uma vida inteira. 

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